maio 15, 2011

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O Sapo

O Sapo

No meio da rua deserta
Vai o sapo imponente
Quando se depara com o embuá.

Pára, mira-o; segue enfrente
É um bicho inocente.

Eu também bicho-homem a passear
Já o olhei de soslaio
Malicioso como sempre.

O Sapo no seu passeio noturno
Não quer nem saber
O que está a pensar o seu predador.

“_ A rua é pública!”

Vai em seu caminho
Todo sorridente
Não sabe ele que é seu último luar
Nunca mais içará o papo
Um chute lhe mandará pro inferno
E naquela rua jamais pisará; e muito menos
Verá aqueles olhos que somente refletem desdém.

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