jan 4, 2012

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Resenha: Passou no Cine Bangüê

Passou no Bangüê
(Ensaios de Cinema)
João Batista de Brito
Edições FUNESC: 1996
João Pessoa

Para estarmos aptos a enfrentar novos públicos, devemos começar por ser capazes de enfrentar cadeiras vazias.  Peter Brook

Ensaios de Cinema Passou no Bangüê de João Batista de Brito, é, sem dúvida, uma obra que registra momentos cinematográficos interessantes nesse Cine paraibano.
Inicia-se com um Prefácio do Presidente da FUNESC da época, o SR. Francisco de Sales Gaudêncio, de cujo discurso é sobre a carência financeira por que passava o Cine Bangüê e da impossibilidade de levar avante tal projeto cultural. Inclusive, fala do chamamento feito à sensibilidade dos cinéfilos paraibanos a propósito da problemática enfocada. (ps. 8-9)
Na Apresentação, o autor João Batista de Brito descreve alguns fatos insólitos de descasos na cinematografia àquela  época. Afirma que o próprio ‘livrinho’ tinha como meta a revitalização dessa promissora casa de espetáculo da cidade. Ainda, diz que houvera campanhas em prol do Cine Bangüe.  E mais, argumenta o seu envolvimento “venho acompanhando as atividades associadas ao Cine, projeções, debates, etc, porque o ofício, apaixonadamente assumido, de crítico cinematográfico a isso me obriga…” (p.11)
A obra, em destaque, trata um pouco da história do Cine Bangüê. E, também, como não poderia deixar de constar dos comentários de alguns filmes exibidos, como:
1)    Estrangeiros: Ed Wood, de  Tim Burton; Sombras e neblinas, de Wood Allen; Lolita, de Stanley Kubrick
2)    Nacionais: O Ébrio; O Mandarim; Memórias de Cárcere.
Filmes que dificilmente teriam acesso se não fosse o Cine Bangüê, devido o retorno inferior a outros mais comerciais.
Exemplo disso:
“…O Mandarim tem um ritmo desequilibrado e pouco funcional, mesmo quando se leva em concepção do cinema como música que o cineasta propala: vejam que o jogo de imagens de planos no filme é quase sempre “frenético”, interpolando a ação rápida e planos estáticos e demorados, mas não consegue sê-los naquelas passagens em que Mário Reis, ou outros cantores que aparecem, executam as suas canções…” (p.89)
Por aí vão os apropriados comentários.
Vale a pena conferir o ‘livrinho’! (Denominação feita pelo próprio autor da obra).

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