abr 15, 2013

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Barrada no baile da vida por um menor criminoso

Barrada no baile da vida por um menor criminoso

Difícil viver em paz num mundo violento como o nosso! A violência é a matéria do dia. Assassinatos hediondos; latrocínios com requintes de crueldade. Tudo isso tira o sossego das pessoas hoje em dia. Ontem, à tarde, mesmo, acontecera mais um ato de violência, atiraram na Taís, companheira e uma das proprietárias do Salão de beleza ‘Chic até debaixo d’água’. Um doce de pessoa! Vivia pra família e pra trabalhar. Moça supertranquila. Na hora, descontrolara-se e reagira ao assalto; não esperava por aquela, que aquele garoto frágil estivesse com um revólver no bolso. Deu-se mal; o tiro pegou bem no peito da pobrezinha. Levaram-na para o hospital, porém chegara a óbito a caminho. Triste fim de alguém que só desejava trabalhar pra sustentar o  filho. O menino ainda a esperava como sempre. Com aquele sorriso nos lábios e abraços de montões. Era sempre aquilo quando a Taís voltava pra casa lá pelas tantas da noite; exausta, mas com muito amor no coração, louca de saudade do seu filho querido. O Príncipe de sua existência sacrificada.  A única razão de ser na sua vida.

_ Mainha, tem um policial aqui, procurando pela senhora. – Regina, minha filha, avisando-me por celular.
Mesmo que não fosse intimada pra depor, iria procurar a delegacia mais próxima pra testemunhar o caso, pois além de presenciar o fato, a Taís era  minha amigona.  Éramos quase irmãs. Desde crianças, estivéramos juntas em   tudo por tudo. Inclusive, éramos sócias do negócio. Éramos carne e unha. Não era nessa hora crucial de sua vida que iria me safar. Outra coisa, dera-me muita dó vê-la estirada naquela poça de sangue. Tal cena me indignara. Vê-la daquele modo; fora de uma tristeza sem tamanho. Minha amiga Taís não merecia aquele fim não! Tão nova! Tão cheia de sonhos! Infelizmente, no nosso país, as penas são pequenas pra criminosos tipo aquele, menor de idade. Vamos e convenhamos, quando a impunidade vai acabar no nosso país? Matara alguém? Teria que pagar fosse a idade que fosse.  Sem essa de passar a mão na cabeça de assassino. Ainda mais porque hoje a criança já nasce quase falando e andando. As coisas do mundo mudaram, somente não mudam as leis do homem. Infelizmente as leis brasileiras somente favorecem à criminalidade e à bandidagem.
Digo mais, leitores, tenho muita pena do Roger, o filhinho da Taís, o inocente já não tem o pai por perto, e agora mais essa, ficara órfão também da mãe. Tão pequeno, e tão triste vai ficar sem o amor materno.
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