jan 18, 2012

Escritora | Categoria Poesias | seja o primeiro

Meu irmãozinho Zé Limeira

Meu irmãozinho Zé Limeira

Muita gente me pergunta

Se sou parente de Zé Limeira

Eu respondo bem faceira

Que os Limeira é um povo só

Que o Poeta do Absurdo

É, portanto, meu orgulho, meu amor.

 

Tanto digo e confirmo

Que o negócio virou verdade

Minha poesia beira à eternidade

Transcendência é a dica

De grande parte da nossa poética

Ambas se estreitam na hospitalidade.

 

Meu Poeta Zé Limeira

Não precisa de gratidão

Porém, eu apenas vivo

Do que dita meu coração

Tanto é assim que me arrepio

Mexe com minha emoção.

Meu Poeta Zé Limeira

Cantou magoas do seu tempo

Hoje canto eu, continuando o seu repente

Brigas de foice

Muito mais, crimes hediondos

O joio não passa na peneira.

 

Teu Absurdo foi fichinha

A galera do sertão que não me deixa mentir

Enquanto o galo briga

Na rinha do senhor Dente de ouro

O crack rola solto

E a polícia queima os miolos.

 

Poetando, ó seu Limeira

Vou à linha de frente

Tanta rima dos Limeira

Registrando a história

Deve-se sempre olhar pra frente

Salvando, de tal gente, a memória.

 

Zé Limeira, meu Poeta!

Isso foi acontecer

Tu no Absurdo

E eu somente no apetecer

Absurdos versos Absurdos

São nossos, aliás, porretas.

 

Vou contando a verdade

Deus até está duvidando

Os políticos falam, falam

Mas, não fazem nada não

Vivem todos no bem baum

Então…! Vão querer austeridade?

 

Absurdo mesmo, Poeta Zé Limeira

É a vida dos cristãos

Dizem que salvos estão

Porém, a porta estreita

Está aquém

E a larga, eles rodam de montão.

 

Paraibano arretado

Desde novo declamando

Seus poemas, coisa e tá

Vou dizendo, esse minino, lá…lá…lá!

O papo está bom danado

Mas, é por conta dos contatos.

 

Se fingindo de inocentes

Poeta Limeira, somos pé quente

Parecemos tão humildes

Dados a especular

No domingo espetacular

As porradas adjacentes.

 

Tanta guerra por aí afora

Na Líbia, Egito e Síria

Morre muita gente

Até crianças inocentes

Penso que chegamos aos fins dos tempos

Vamo, irmãozinho Limeira, dar o fora.

 

O mundo não tem mais jeito

As pessoas perderam o senso do ridículo

O planeta terra virou um hospício

Tarimbado no nosso improviso

Na minha viola, teu canto segue perfeito.

 

Brincadeira à parte; tudo tem sua hora

Não podemos abusar

A ficha já caiu

Eu preciso avisar

Que o Poeta Zé Limeira

Engrenou o trem da história.

 

As vilanias do mundo de hoje

Os fatos beligerantes

Ditados na mídia, são periclitantes

Kadaffi que o diga

E os seus filhos? Morrem na avalanche

Poeta, eita nós, oxe!

 

 

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