maio 20, 2014

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Resenha: A Luz que brota das incertezas

teatro

Livro: O Laboratório das incertezas/
Ensaios sobre o Teatro
Autor: Paulo Vieira
Editora Universtária UFPB
João Pessoa – 2013
O Teatro é o último reduto onde o ser humano pode se reconhecer humano.
                                                                                Dramaturga Fátima Ortiz

A obra, em voga, é uma viagem no oceano do fazer teatral. São dezenove ensaios de puro enlevo, já que o autor expõe seus conceitos e vivências de vinte anos de atividades. Inclusive, dito pelo próprio, na apresentação, que fora sonhado ao escrever seus primeiros artigos, apontando para devaneios de tempos remotos da sua adolescência, quando ele ainda dava os primeiros passos na arte teatral. E que – até mesmo o título – fora inspirado nessa mesma época. Onde acrescenta, não ter nada a ver com efeito de retórica, mas que reflete simplesmente sua concepção sobre o teatro. Segundo o qual, o Teatro é mais que um conjunto de técnicas e de teorias poéticas, é um Laboratório de Incertezas humanas.
De linguagem acessível, os textos ruminam sobre o que é o teatro; e de modo bem didático, com referências possíveis e imagináveis. Logo à página 34, “Examinando o fenômeno por um ponto de vista estritamente antropológico, o teatro não é mais do que isto: a representação do mundo. Esse é, inclusive, o conselho dado por Bharata, na obra Tratado do Teatro,…”
Além do mais, a obra enfocada teoriza os vários estilos e escolas, tais como: De Aristóteles ao Brecht; e do Classicismo à modernidade. Também, está recheada de pérolas da arte dramática. Pode-se ver à página 47: “O primeiro passo para o imaginário moderno foi dado ainda na metade do século XIX, quando Richard Wagner escreveu os seus textos teóricos, A Obra de Arte do Futuro (1850) e Ópera e Drama (1851). Nesses textos, ele propôs a síntese das artes através do drama que, a seu ver, deveria realizar a união da música, da mímica, da arquitetura e da pintura para um fim comum, qual seja: o de oferecer ao homem a imagem do mundo.”
Sem contar que, à página 141, no ensaio “Plínio Marcos, um homem ungido pela divina ira”, mostra sua intimidade com um dos nossos melhores dramaturgos; compartilhando facetas de sua personalidade, peculiares à sua pessoa. Vê-se em (p.142): “Essa impressão eu nunca a perdi. Nem quando nas noites de boêmia intelectual e gastronômica pude conhecer de perto um Plínio Marcos extremamente humorado, de um senso de humor ferino e sagaz, que nos fazia rir a ponto de quase não nos dar trégua para respirar.”
Ainda, trata com muita propriedade dos Mestres: Ariano Suassuna, Hermilo Barbosa , Altimar Pimentel, e Lourdes Ramalho. Discorre, brilhantemente, sobre algumas, da vasta, obra desses monstros.

Por fim, enfatizo o primor desse trabalho, especialmente, para aqueles que se dedicam à Arte Teatral, pois nada melhor de que uma boa reflexão. Assim, concluo minhas considerações, deixando aos interessados, a dica.
P.S.: Vale dizer que o livro está a um preço bem em conta no Sebo Cultural. Portanto, não tem como não ler! Uma excelente leitura!
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