abr 20, 2014

Escritora | Categoria Poesias | seja o primeiro

Último dos moicanos

Último dos moicanos
cajueiro
Minh’alma ainda chora de vê-lo
Ali, no chão, tombado!
Cinquentenário e assim mortificado! Sinto
No peito, a motosserra! Oh, cruel desmantelo!
Foste o melhor convívio nesse lugar!
Mas, a uzura humana o matara
Oh, dor! É uma dor mortífera
Cá dentro. Não consigo nem respirar!
É o progresso que chega e que acaba com o homem
É avassalador e não tem limite
A gente só fica esperando além.
Oh, meu cajueiro, mil perdões por mim e por eles!
O meu bairro, hoje, está ainda mais feio e triste!

Tu nada eras, a não ser a pedra no sapato deles.

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